Dementium: The Ward, clássico de terror, ganha versão para PC

Quem viveu os tempos do Nintendo DS talvez se lembre de Dementium: The Ward, lançado em 2007.

O jogo virou um cult entre fãs de terror justamente por ser uma raridade no portátil da Nintendo, afinal, não era todo dia que alguém topava enfrentar zumbis e criaturas grotescas em um portátil de duas telas.

Agora, quase duas décadas depois, Dementium: The Ward está voltando em grande estilo.

De rejeitado a cult: a história por trás do jogo

O estúdio Renegade Kid originalmente não queria criar um novo universo de horror, e sim continuar o de outro, o lendário Silent Hill.

O diretor Jools Watsham contou em entrevista que apresentou o projeto à Konami como uma proposta de sequência, mas a resposta foi um balde de água fria.

“Não daríamos a franquia Silent Hill para uma equipe como a sua”, teria dito o representante da empresa.

Anos depois, o estúdio tentou novamente, com uma nova versão em terceira pessoa usando o motor gráfico de Dementium II, mas a resposta foi parecida: a Konami simplesmente não queria apostar em jogos de terror no DS naquela época.

A volta de um pesadelo portátil

A versão remasterizada para PC chega na Steam em 27 de outubro de 2025, com suporte a resolução 4K e várias opções de exibição retrô, incluindo filtros que simulam linhas de CRT e até o clássico 240p para quem quiser reviver a experiência original.

Apesar de ter sido comparado com Silent Hill no passado, o jogo lembra muito mais Doom 3 em sua atmosfera claustrofóbica e ritmo de ação.

Você controla um protagonista sem memória preso em um hospital cheio de monstros, armado apenas com uma lanterna, um cassetete e muita coragem.

Terror de bolso, agora no PC

Talvez o charme de Dementium: The Ward estivesse justamente em ser um terror de bolso, e jogar no Steam Deck pode trazer um pouco dessa sensação de volta.

Seja para relembrar o clássico ou conhecer um capítulo curioso da história dos survival horrors, esta é a chance perfeita de revisitar um dos títulos mais subestimados do DS.

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Giovanna Coppola
Giovanna Coppola

Uma das minhas memórias mais antigas sou eu com cerca de 6 anos deixando o Mega Drive ligado a noite toda porque não podia perder meu progresso em Sonic the Hedgehog. Esse projeto nasceu do meu amor por jogos eletrônicos. Hoje compartilho notícias, análises e reflexões sobre games, além de falar sobre tecnologia, k-dramas, séries, filmes, livros, periféricos e gadgets. Também abordo temas importantes para mim, como feminismo, diversidade e representatividade. Meu objetivo é criar um espaço seguro especialmente para mulheres, pessoas LGBTQIAPN+ e aliados que se interessam por esses temas.

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