O que é battle royale? História e características desse fenômeno

Battle royale é um dos gêneros mais populares dos games atualmente, mas muita gente ainda não entende exatamente como ele funciona.

Se você já caiu de paraquedas em um mapa gigantesco ou só ouviu falar do estilo, vem comigo que eu te explico tudo de um jeito simples e direto.

O que é battle royale?

Battle royale são jogos em que várias pessoas competem entre si até restar apenas uma sobrevivente ou equipe vencedora. Todo mundo começa praticamente do zero, precisa explorar o mapa, encontrar equipamentos e eliminar adversários enquanto tenta sobreviver.

Normalmente, as partidas acontecem em mapas grandes, com dezenas ou até centenas de participantes ao mesmo tempo.

No início, ninguém tem vantagem real. É cada pessoa por si, ou pelo seu time, em busca de recursos e estratégias para durar mais tempo que as outras.

Um dos elementos mais marcantes é a chamada “zona segura”, que vai diminuindo ao longo da partida. Isso força todo mundo a se aproximar, aumentando a tensão e, claro, os confrontos. Quem fica fora dessa área sofre dano e eventualmente é eliminada.

Esse conceito de “último sobrevivente” sempre me lembra uma cena de The 100, uma das minhas séries favoritas. Nela, Octavia Blake está em uma arena onde precisa ser a última sobrevivente, e então percebe que que não precisa matar todo mundo, apenas a última pessoa.

E, sinceramente, isso resume muito bem como um battle royale funciona na prática.

Como funciona uma partida battle royale?

Apesar das variações entre os jogos, a estrutura de um battle royale costuma seguir um padrão bem definido. E entender isso ajuda muito quem está começando.

1. Entrada no mapa

A partida começa com todas as pessoas sendo inseridas em um mapa grande. Em muitos jogos, isso acontece com um salto de paraquedas.

Você pode escolher onde cair, e essa decisão já é estratégica. Naturalmente, locais com mais recursos costumam ser mais perigosos.

2. Loot (busca por equipamentos)

Assim que você chega ao chão, começa a corrida por itens: armas, armaduras, kits de cura e tudo o que puder aumentar suas chances de sobrevivência.

Nada é garantido. Às vezes você encontra equipamentos ótimos rapidamente. Em outras, precisa improvisar com o que aparece.

3. Confrontos e sobrevivência

Com o tempo, os jogadores começam a se encontrar. E aí chegam os combates.

Mas aqui vai algo importante: eliminar adversários não é o único caminho. Sobreviver também é uma estratégia válida. Em muitos casos, evitar confronto direto pode ser a melhor escolha.

4. O fechamento da zona segura

Enquanto tudo isso acontece, o mapa vai encolhendo. A área segura diminui, obrigando todo mundo a se mover.

Esse é o momento em que a tensão aumenta de verdade. Não tem mais para onde fugir. Eventualmente, todo mundo vai se encontrar.

Fortnite (Imagem: Divulgação / Epic Games)

De onde surgiu o battle royale?

Apesar de parecer um gênero moderno, o conceito de battle royale é bem mais antigo do que muita gente imagina. Antes de chegar aos games, ele já existia na cultura pop.

O termo vem do romance japonês Battle Royale, publicado em 1999 por Koushun Takami, que mostrava estudantes obrigados a lutar até restar apenas um.

Depois, ideias parecidas ganharam ainda mais força com obras como Jogos Vorazes, uma das minhas favoritas da vida. Aliás, é por causa de Katniss Everdeen que meu apelido em todos os jogos é Katniss.

Mas nos videogames, o gênero começou de forma bem diferente: como mods.

Comunidades de pessoas que jogavam títulos como ARMA 2 e DayZ criaram modos inspirados nesse conceito. A ideia era reunir várias pessoas em um mapa e deixar que a sobrevivência definisse quem venceria.

Foi aí que tudo começou a tomar forma de verdade.

A explosão do gênero em 2017 com PUBG

Se existe um momento em que o battle royale explodiu de vez, ele aconteceu em 2017.

PlayerUnknown’s Battlegrounds, lançado em 2017 e popularmente conhecido como PUBG, foi o grande responsável por transformar o gênero em um fenômeno global. Ele não inventou a fórmula, mas refinou tudo: mapa grande, 100 pessoas por partida e aquela sensação constante de tensão.

O sucesso foi absurdo. Em pouco tempo, o jogo dominou streams, redes sociais e comunidades inteiras.

Logo depois, outro nome entrou na disputa, e talvez você já saiba qual é.

Fortnite, lançado em 2017 pela Epic Games, pegou a base do battle royale e adicionou identidade própria, com visual mais estilizado e mecânicas como construção.

O resultado? Um fenômeno ainda maior.

A partir daí, vários outros jogos começaram a apostar nesse formato, como Apex Legends, lançado em 2019, e Call of Duty: Warzone, lançado em 2020.

De repente, battle royale não era só um gênero. Era praticamente o centro da indústria por um bom tempo.

Por que battle royale faz tanto sucesso?

Aqui entra uma combinação interessante de fatores que ajudam a explicar por que esse estilo conquistou tanta gente.

Primeiro: acessibilidade financeira. Muitos dos principais jogos são gratuitos, o que facilita muito a entrada de novas pessoas.

Segundo: imprevisibilidade. Nenhuma partida é igual à outra. O lugar onde você cai, os itens que encontra e até os encontros que acontecem mudam completamente a experiência.

Terceiro: equilíbrio. Todo mundo começa do zero, o que cria uma sensação de justiça que nem sempre existe em outros gêneros.

E, talvez o mais importante: o fator social.

Battle royale é um tipo de jogo que funciona muito bem em equipe. Jogar com amizades, montar estratégias e viver aqueles momentos caóticos em conjunto cria uma experiência que vai muito além da partida em si.

Apex Legends (Imagem: Divulgação / Electronic Arts)

Battle royale é só tiro? Nem sempre

Apesar de muita gente associar battle royale diretamente a jogos de tiro, isso não é uma regra.

A base do gênero é a sobrevivência até restar apenas uma pessoa ou equipe, e isso pode aparecer de várias formas.

Um bom exemplo é Fall Guys, lançado em 2020, que transforma essa lógica em desafios caóticos e divertidos, sem foco em combate direto.

Isso mostra como o gênero é flexível. A estrutura continua a mesma, mas a forma como ela é aplicada pode mudar bastante.

E isso é ótimo, porque abre espaço para experiências mais diversas, inclusive para pessoas que não curtem jogos violentos.

Muito além de uma moda passageira

Muita gente achou que o battle royale seria só uma tendência temporária. Mas a realidade foi outra.

Mesmo com o passar dos anos, o gênero continua relevante. Alguns jogos perderam força, claro, mas outros se reinventaram com atualizações constantes, novos modos e eventos.

Além disso, o conceito influenciou outros tipos de jogos. Hoje, é comum ver mecânicas de último sobrevivente aparecendo em modos alternativos dentro de títulos que nem são battle royale.

No fim das contas, é sobre sobreviver

Se eu tivesse que resumir battle royale em uma frase, seria essa: sobreviver é mais importante do que eliminar.

Você pode ser a pessoa com mais eliminações e ainda assim perder. Ou pode jogar de forma mais estratégica, evitar conflitos desnecessários e chegar até o final, eliminando apenas o último adversário e vencendo a partida.

E é exatamente isso que torna esse gênero tão interessante.

Agora me conta: você prefere cair em lugares movimentados e eliminar dezenas de pessoas por partida, ou jogar com mais calma e estratégia? Conta pra mim nos comentários.

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Giovanna Coppola
Giovanna Coppola

Uma das minhas memórias mais antigas sou eu com cerca de 6 anos deixando o Mega Drive ligado a noite toda porque não podia perder meu progresso em Sonic the Hedgehog. Esse projeto nasceu do meu amor por jogos eletrônicos. Hoje compartilho notícias, análises e reflexões sobre games, além de falar sobre tecnologia, k-dramas, séries, filmes, livros, periféricos e gadgets. Também abordo temas importantes para mim, como feminismo, diversidade e representatividade. Meu objetivo é criar um espaço seguro especialmente para mulheres, pessoas LGBTQIAPN+ e aliados que se interessam por esses temas.

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