Epomaker TH99 Pro vale a pena? Review completa: prós e contras

Foram dias de muita ansiedade, rastreando o produto de 10 em 10 minutos, até receber o carteiro, abrir a embalagem e me deparar com o teclado mais robusto, refinado e bonito que eu já tinha testado: o Epomaker TH99 Pro.

Quando a Epomaker aceitou minha proposta de parceria e sugeriu esse modelo, eu não poderia ter ficado mais feliz.

Ele tinha tudo que raramente encontramos em teclados nacionais ou importados genéricos sem marca: telinha, knob de volume, RGB customizável. Mas, mais importante ainda, qualidade.

A diferença na experiência me surpreendeu demais. O preço no Brasil é alto por causa dos impostos, mas depois de algumas semanas de uso, você entende por que vale a pena.

Um pouco sobre a Epomaker

A Epomaker nasceu com uma proposta clara: tornar teclados mecânicos acessíveis sem abrir mão de recursos avançados.

Para quem começa a se interessar por teclados mecânicos, a Epomaker costuma virar um sonho de consumo.

É aquela marca que aparece nos vídeos gringos, nos fóruns e nos setups mais caprichados, sempre com modelos cheios de recursos que a gente não encontra facilmente nos nacionais.

A proposta deles é entregar teclados bem construídos, com foco em customização e produtividade, mas mantendo um preço mais acessível que marcas consideradas de luxo.

Design 1800 compacto com tela e knob: o diferencial visual do Epomaker TH99 Pro

O TH99 Pro aposta no layout 1800, também chamado de 96%. Na prática, ele entrega quase tudo de um teclado full size, mas ocupa menos espaço na mesa. São 98 teclas, com numpad completo e setas dedicadas.

Para quem trabalha com números, planilhas ou simplesmente não abre mão do teclado numérico, isso faz diferença.

O grande charme visual está na tela de 1.06 polegada posicionada no canto direito. Ela permite exibir GIFs, informações do sistema e status da bateria.

Ao lado dela está o knob multifuncional. Volume, brilho ou outras funções configuráveis. Parece bobeira, mas no uso diário, vira hábito rapidamente.

O acabamento também chama demais a atenção. O teclado pesa pouco mais de 1 kg, o que significa mais estabilidade na mesa. Ele não desliza durante partidas mais intensas ou sessões longas de digitação.

Construção interna e experiência de digitação

Trabalho com redação e produção de conteúdo durante a maior parte do tempo, então a digitação foi o aspecto que fez mais diferença para mim.

O TH99 Pro tem estrutura gasket-mounted, ou seja, que a placa interna não fica rigidamente presa à carcaça. Há camadas de amortecimento que absorvem impacto e vibração.

Na prática, a digitação fica mais macia, menos metálica e mais controlada.

Ele traz cinco camadas de tratamento acústico, incluindo PORON, IXPE e silicone. O resultado é um som mais encorpado, com menos eco interno.

Eu escolhi a versão com switch Creamy Jade, um linear pré-lubrificado e com força de atuação de 45gf. A sensação é suave e consistente, e o som é praticamente tão gostoso quanto Shirley Manson cantando no seu ouvido.

Existe também a opção Sea Salt Silent V2, voltada para ambientes mais silenciosos.

Depois de usar um teclado mais básico por anos, a diferença é imediata. A digitação cansa menos, o som é extremamente mais agradável e a experiência parece mais refinada.

Imagem: Giovanna Coppola

Conectividade tri-mode e bateria de 10.000mAh

O teclado é tri-mode e funciona via USB-C, 2.4GHz e Bluetooth 5.0. No Bluetooth, é possível conectar até três dispositivos diferentes e alternar entre eles.

A taxa de polling chega a 1000Hz no modo USB e 2.4GHz. A latência é de 2ms no cabo, o que coloca o modelo em um patamar confortável até para jogos mais exigentes.

A bateria de 10.000mAh é outro diferencial. Em uso moderado, é possível passar dias ou até semanas sem precisar recarregar.

Em meus testes, usando cerca de 12 horas por dia via Bluetooth, com digitação constante e sem RGB ligado, a bateria durou mais de uma semana.

Hot swap, keycaps PBT e possibilidades de customização

O TH99 Pro é hot-swappable com suporte a switches de 5 pinos. Isso significa que é possível trocar os switches, pois os mesmos não são soldados.

Para quem gosta de personalizar (todo mundo sabe que eu sou a doida das keycaps – e se você não sabia, descobriu agora), isso abre um leque enorme de possibilidades.

As keycaps são double-shot PBT em perfil Cherry. Apesar de não ser meu perfil favorito, o material é mais resistente ao desgaste. A textura é levemente áspera, o que melhora a aderência dos dedos.

O RGB é per-key e voltado para o sul, o que favorece compatibilidade com diferentes conjuntos de keycaps e garante iluminação mais uniforme.

A personalização também inclui a tela, que pode exibir GIFs personalizados, bastando configurar via software.

Imagem: Giovanna Coppola

Para quem o Epomaker TH99 Pro vale a pena?

O TH99 Pro não é um teclado portátil. O peso e o tamanho indicam que ele foi pensado para setups fixos.

Ele faz sentido para quem quer:

  • Layout completo em corpo compacto;
  • Experiência de digitação mais refinada;
  • Conectividade versátil;
  • Customização de RGB e tela;
  • Bateria duradoura.

O preço no Brasil é elevado por causa dos impostos, isso é inegável. Porém, a construção, os materiais e os recursos colocam o modelo em uma categoria superior.

Com quase 1 mês de uso, a sensação que fica é uma só: o Epomaker TH99 Pro vale a pena não apenas por ser um teclado mais bonito, e sim por oferecer uma experiência diferente.

O modelo está disponível em 3 cores. Fiz o meu pedido na página oficial da Epomaker no AliExpress. Você também pode comprar o seu clicando aqui.

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Giovanna Coppola
Giovanna Coppola

Uma das minhas memórias mais antigas sou eu com aproximadamente 6 anos deixando o Mega Drive ligado a noite toda porque não podia perder meu progresso em Sonic the Hedgehog. Esse projeto nasceu do meu amor por jogos eletrônicos. Hoje, meu foco são os jogos indie brasileiros, mas também falo sobre todos os outros tipos de jogos, além de temas como tecnologia, cultura pop e k-dramas. Também falo sobre política, feminismo e outras pautas que são importantes para mim. Meu objetivo é criar um espaço seguro especialmente para mulheres, pessoas LGBTQIAPN+ e aliados que se interessam por esses temas.

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