Controle QRD Spark N5 vale a pena? Review após 1 ano de uso

Depois de mais de um ano de uso, será que o controle QRD Spark N5 vale a pena?

Testei o controle em diferentes tipos de jogos, usei tanto no Bluetooth quanto no cabo e explorei bem os recursos no dia a dia.

Entre acertos importantes e pequenos detalhes que poderiam melhorar, ele se mostrou uma opção muito interessante na faixa dos R$ 300, principalmente para quem busca desempenho sem gastar tanto.

Primeiras impressões e construção

Quando peguei o Spark N5 pela primeira vez, a sensação foi de um controle bem equilibrado. Ele não é leve demais a ponto de parecer frágil, nem pesado ao ponto de cansar depois de algumas horas. E isso faz muita diferença.

A ergonomia dele é um dos pontos que mais me surpreenderam. A pegada é extremamente confortável, especialmente em sessões longas. Sabe quando você joga por horas e só percebe depois que não sentiu desconforto? Esse é exatamente o caso aqui.

Inclusive, depois que me acostumei com ele, voltar para um DualSense não foi tão natural quanto eu esperava. Parece estranho dizer isso, mas a adaptação ao Spark N5 foi tão boa que o padrão mudou para mim.

Outro ponto importante é o layout. Ele mistura uma pegada mais próxima do controle de Xbox com elementos de PlayStation, o que acaba agradando muita gente. Não é aquele tipo de controle que você precisa “aprender” a usar.

Especificações técnicas do QRD Spark N5

Veja as principais características do controle:

  • Conexão: USB com fio e Bluetooth;
  • Iluminação RGB: 8 cores e 2 modos;
  • Macro: 2 pás traseiras configuráveis;
  • Taxa de resposta: 250 ~ 1000 Hz;
  • Bateria: 1200 mAh;
  • Vibração ajustável;
  • Entrada P2;
  • Analógicos e gatilhos: Hall Effect;
  • Alcance sem fio: até 8 metros;
  • Com touchpad multifuncional;
  • Peso: 217g;
  • Função turbo: permite execução rápida de tiros com um único toque;
  • Autonomia: 8 a 10 horas;
  • Compatibilidade imediata: PS4 / PS3 / PC / iOS / Android;
  • Compatibilidade com PS5 via Conversor QRD BlackPill.
Imagem: Giovanna Coppola

 

O grande destaque: Hall Effect (e por que isso importa)

O Hall Effect foi um dos motivos que me fizeram continuar usando o QRD Spark N5 por tanto tempo.

Tanto os analógicos quanto os gatilhos usam essa tecnologia magnética. Na prática, isso significa duas coisas muito importantes:

  • Mais precisão nos movimentos;
  • Zero (ou praticamente zero) risco de drift.

E aqui entra a parte mais interessante: depois de mais de um ano de uso, eu não tive nenhum sinal de drift. Nenhum.

Quem já sofreu com controle começando a puxar sozinho sabe o quanto isso é frustrante. É o tipo de problema que estraga completamente a experiência, principalmente em jogos competitivos.

No Spark N5, isso simplesmente não aconteceu.

Além disso, os gatilhos têm uma resposta extremamente precisa. Dá para sentir bem o nível de pressão, o que faz diferença em jogos que exigem controle mais fino, como corrida ou FPS.

E não é só precisão fria. Existe também uma sensação tátil muito boa. O toque é firme, responsivo e passa uma confiança compatível com a faixa de preço do controle.

Desempenho em diferentes tipos de jogo

Uma coisa que sempre testo quando pego um controle novo é como ele se comporta em estilos completamente diferentes de jogo. Porque não adianta ser ótimo em um simulador de fazenda, por exemplo, e deixar a desejar em todo o resto.

No caso do Spark N5, a consistência me chamou a atenção.

Em jogos mais cadenciados, como RPGs ou aventuras, ele entrega conforto e precisão sem esforço. Tudo flui de forma natural, sem aquela sensação de atraso ou falta de resposta.

Já em jogos mais rápidos, principalmente FPS e títulos competitivos, ele também se sai muito bem. A taxa de resposta que varia de 250 até 1000 Hz ajuda bastante aqui, deixando os comandos mais imediatos.

E o mais importante: eu joguei praticamente o tempo todo no Bluetooth. Sem fio, sem dor de cabeça, sem delay.

A conexão se manteve estável durante todo o uso. Nada de desconexões aleatórias ou input lag perceptível, o que é essencial para quem joga online ou curte partidas mais intensas.

Bateria e uso no dia a dia

A autonomia do Spark N5 fica entre 8 a 10 horas, o que, na prática, é suficiente para a maioria das sessões de jogo.

Não é aquela bateria absurda que dura dias, mas também está longe de ser um problema.

Para mim, funcionou bem dentro de uma rotina normal: algumas horas por dia, com recargas espaçadas. E o fato de poder usar com cabo quando necessário ajuda a não ficar na mão.

Outro ponto positivo é que o carregamento não demora tanto, então dificilmente vira um incômodo.

Imagem: Giovanna Coppola

Um pequeno ajuste que faria diferença

O único ponto que me incomodou foram os botões traseiros (as pás de macro), que têm um acionamento um pouco mais duro do que eu gostaria.

Não chega a atrapalhar de verdade, mas poderia ser mais confortável. Fora isso, a experiência geral continua excelente.

E aqui entra algo bem mais pessoal: eu, particularmente, gosto mais de periféricos em cores claras. Então seria incrível ver o Spark N5 na versão branca ou com outras variações de cores claras.

Vale a pena comprar o QRD Spark N5?

Se você está procurando um controle na faixa dos R$ 300, o QRD Spark N5 é, sim, uma opção muito interessante.

Principalmente por um motivo: ele entrega tecnologias que normalmente aparecem em controles mais caros.

O Hall Effect, por exemplo, já coloca o Spark N5 em outro nível quando o assunto é durabilidade. Não ter que se preocupar com drift depois de meses de uso já é um alívio enorme.

Além disso, ele é confortável, preciso e funciona muito bem no dia a dia, independentemente do tipo de jogo.

Depois de tanto tempo usando o Spark N5, ele virou meu controle principal. Não é só sobre custo-benefício. É sobre confiança. Sobre pegar o controle e saber que ele vai responder exatamente como você espera, sem dor de cabeça.

Se quiser comprar o seu, esse é o link.

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Giovanna Coppola
Giovanna Coppola

Uma das minhas memórias mais antigas sou eu com cerca de 6 anos deixando o Mega Drive ligado a noite toda porque não podia perder meu progresso em Sonic the Hedgehog. Esse projeto nasceu do meu amor por jogos eletrônicos. Hoje compartilho notícias, análises e reflexões sobre games, além de falar sobre tecnologia, k-dramas, séries, filmes, livros, periféricos e gadgets. Também abordo temas importantes para mim, como feminismo, diversidade e representatividade. Meu objetivo é criar um espaço seguro especialmente para mulheres, pessoas LGBTQIAPN+ e aliados que se interessam por esses temas.

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