12 jogos roguelite/roguelike que você precisa conhecer

Jogos roguelite e roguelike estão dominando cada vez mais o cenário dos games, e não é difícil entender o porquê.

Com partidas dinâmicas, desafios imprevisíveis e aquele gostinho de “só mais uma run”, esses jogos conquistaram uma legião fiel de fãs.

Hoje você vai conhecer alguns dos títulos mais icônicos e também outros menos conhecidos que merecem sua atenção. Prepare o controle e a persistência!

Roguelite vs roguelike: qual é a diferença?

De forma simples, roguelikes seguem regras mais rígidas: morte permanente, progressão zerada e foco total em habilidade. Já os roguelites suavizam isso, trazendo melhorias permanentes entre as runs, o que deixa a experiência mais acessível e progressiva.

Hoje, a maior parte dos jogos populares entra como roguelite justamente por permitir evolução contínua. Ainda assim, a base dos dois gêneros é parecida: mapas gerados proceduralmente, desafios imprevisíveis e aquela sensação deliciosa de recomeço constante.

Se quiser conferir mais detalhes, esse artigo sobre diferenças entre roguelite e roguelike pode ajudar.

12 ótimos games roguelite/roguelike

Se você curte aquele tipo de jogo que nunca é igual duas vezes, um roguelite/roguelike é perfeito.

Prepare-se para testar builds, morrer algumas vezes (ou muitas) e descobrir novos favoritos no processo!

1. Dead Cells

Dead Cells (Imagem: Divulgação / Motion Twin)

Dead Cells, lançado em 2018 pela Motion Twin, é aquele tipo de jogo que desafia e conquista ao mesmo tempo.

Misturando ação em ritmo acelerado com elementos de metroidvania, ele entrega combates fluidos e extremamente precisos.

Cada run traz mapas diferentes, inimigos variados e novas possibilidades de build. A progressão permanente ajuda a manter a motivação, mesmo após falhas.

É um exemplo clássico de roguelite moderno: punitivo na medida certa, mas sempre recompensador para quem insiste e aprende com os próprios erros.

2. Hades

Hades (Imagem: Divulgação / Supergiant Games)

Poucos jogos definiram tão bem o gênero quanto este marco da Supergiant Games de 2020. No papel de Zagreus, sua missão é fugir do submundo, uma tarefa que exige aceitar a morte como parte do aprendizado.

O grande trunfo é a narrativa: a história não para quando você perde; ela avança, transformando cada fracasso em um novo diálogo ou descoberta.

Entre os poderes dos deuses do Olimpo e um combate extremamente ágil, recomeçar a jornada acaba sendo tão prazeroso quanto atingir o objetivo final.

3. Elin

Elin (Imagem: Divulgação / Lafrontier)

Ainda que esteja em acesso antecipado, este projeto já brilha ao resgatar o espírito dos roguelikes mais tradicionais.

Esqueça as facilidades modernas: aqui a aposta é em sistemas densos e na liberdade total do jogador, onde cada escolha carrega um peso real.

Estamos falando de uma experiência voltada para a exploração e sobrevivência, criando crônicas únicas a cada partida. Para quem sente falta de títulos que valorizam a experimentação pura e não tentam “pegar na mão” do jogador, essa é a escolha ideal.

4. Brotato

Brotato (Imagem: Divulgação / Blobfish)

Quem diria que uma batata armada até os dentes poderia ser tão viciante? Lançado em 2022 pela Blobfish, o jogo coloca você em arenas compactas contra hordas de inimigos, focando totalmente na criatividade das builds.

Você tem liberdade para misturar atributos e armas de formas caóticas, o que torna cada sessão de 15 minutos em um evento estratégico intenso.

Esse game é a prova de que a simplicidade, quando bem executada, consegue prender o jogador por horas a fio.

5. Cult of the Lamb

Cult of the Lamb (Imagem: Divulgação / Devolver Digital)

A Massive Monster conseguiu o improvável em 2022: unir o combate visceral de dungeons com a gestão administrativa de um culto. E não é qualquer culto: é um culto liderado por um cordeiro.

Enquanto você limpa salas no estilo roguelite, precisa também garantir que seus seguidores — fofos, porém sinistros — permaneçam fiéis. Esse contraste visual e temático dá ao jogo uma identidade fortíssima.

O ritmo alterna entre a adrenalina da ação e o planejamento da base, entregando uma jornada surpreendente e difícil de largar.

6. Lia: Hacking Destiny

Lia: Hacking Destiny (Imagem: Divulgação / Orube Game Studio, GoGo Games Interactive)

Representando muito bem a produção brasileira, este roguelite lançado em 2025 traz uma identidade visual cyberpunk marcante.

O diferencial aqui é a mecânica de “hackear” habilidades, permitindo que o jogador subverta as regras e crie estratégias totalmente fora da curva.

Com combates dinâmicos e um foco constante na tomada de decisão, o game premia quem ousa pensar diferente.

Dá gosto ver uma ideia nacional sendo executada com tanta personalidade e frescor.

7. Slay the Spire

Slay the Spire (Imagem: Divulgação / Mega Crit)

Desde 2019, o título da Mega Crit dita as regras de como unir cartas e elementos de roguelite. A cada subida na torre, o jogador precisa adaptar seu baralho com relíquias e escolhas de caminho que definem o sucesso ou o desastre.

Como não existe uma fórmula mágica de vitória, o planejamento a longo prazo e a leitura de riscos são super importantes.

O que começa como uma premissa simples revela, após algumas horas, uma profundidade estratégica monumental.

8. Balatro

Balatro, lançado em 2024, pega a base do poker e transforma em algo completamente novo.

O objetivo do jogador é criar mãos impossíveis usando multiplicadores e efeitos especiais que quebram o jogo original. Cada rodada funciona como um quebra-cabeça de sinergias onde a velocidade e o vício andam juntos.

Esse é um dos indies mais criativos da safra de 2024, mostrando que conceitos simples podem gerar possibilidades infinitas nas mãos de quem sabe inovar.

Perigoso: altamente viciante.

9. Vampire Survivors

Vampire Survivors (Imagem: Divulgação / poncle)

Este fenômeno de 2022 simplificou tudo: você só se move, enquanto o personagem ataca sozinho. No entanto, essa aparente passividade esconde um sistema de evolução profundo, onde combinar as armas certas é a única forma de sobreviver ao caos da tela.

A satisfação de ver centenas de inimigos explodindo em efeitos visuais é o que move a experiência. Fácil de entender e quase impossível de parar de jogar, ele é o rei da progressão constante.

10. Shard Squad

Shard Squad (Imagem: Divulgação / Nuntius Games, Vsoo Games)

Diretamente da cena indie brasileira, Shard Squad é um action roguelite que troca o herói solitário por um esquadrão inteiro de criaturas elementais.

Em vez de controlar apenas um personagem, você monta um time de Shards com habilidades de fogo, água, eletricidade e outros elementos para enfrentar hordas colossais.

O grande segredo da sobrevivência não está apenas nos reflexos, mas na combinação de traços: ao recrutar criaturas com sinergias iguais, você desbloqueia efeitos passivos e habilidades que transformam o campo de batalha em um caos visual de poderes.

Shard Squad é uma experiência dinâmica e estratégica, ideal para quem busca um bullet hell onde a montagem do time é tão importante quanto desviar dos ataques inimigos. Um dos meus favoritos lançados em 2025.

11. Blue Prince

Blue Prince (Imagem: Divulgação / Raw Fury)

Diferente de quase tudo no mercado, este título foca em puzzles e na exploração de ambientes que se transformam constantemente.

Aqui, o desafio não é testar sua velocidade, mas sim sua capacidade de observar padrões e usar o raciocínio lógico para avançar. Cada tentativa abre novos caminhos, alimentando a curiosidade de quem joga.

Para quem busca uma experiência contemplativa, mas que ainda assim desafia a mente, esta é uma opção fora do óbvio.

12. The Doors of Trithius

The Doors of Trithius (Imagem: Divulgação / Jake Donkersgoed)

Aqui temos um retorno às raízes. Em vez de facilidades, o foco recai sobre a sobrevivência rigorosa e sistemas de progressão que não perdoam o menor descuido.

O legal é que cada decisão estratégica realmente faz diferença, o que dá um gosto muito bom quando você finalmente consegue uma vitória difícil.

Se o seu objetivo é uma exploração onde o perigo é real e cada conquista é arrancada com esforço, este jogo entrega exatamente essa atmosfera densa e recompensadora dos clássicos.

Persistência é a palavra-chave para jogar um roguelite/roguelike

Roguelites e roguelikes têm esse charme meio caótico de transformar erro em aprendizado e repetição em evolução.

Não importa se você prefere ação, estratégia ou cartas: sempre existe uma run esperando para surpreender. E é justamente isso que faz o gênero ser tão viciante.

E aí, qual desses vai ser o seu próximo vício? Conta pra mim nos comentários.

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Giovanna Coppola
Giovanna Coppola

Uma das minhas memórias mais antigas sou eu com cerca de 6 anos deixando o Mega Drive ligado a noite toda porque não podia perder meu progresso em Sonic the Hedgehog. Esse projeto nasceu do meu amor por jogos eletrônicos. Hoje compartilho notícias, análises e reflexões sobre games, além de falar sobre tecnologia, k-dramas, séries, filmes, livros, periféricos e gadgets. Também abordo temas importantes para mim, como feminismo, diversidade e representatividade. Meu objetivo é criar um espaço seguro especialmente para mulheres, pessoas LGBTQIAPN+ e aliados que se interessam por esses temas.

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