Você está de olho no Anbernic RG35XXSP e quer saber se ele realmente vale o investimento? Eu ganhei o meu em um sorteio no Instagram de um jeito bem inesperado e, depois de um ano usando o console quase todo dia, já deu para entender bem onde ele se destaca e onde ele falha.
Entre a nostalgia do formato e alguns tropeços pelo caminho, esse aparelhinho me surpreendeu, mas já adianto que ele tem seus detalhes. Vamos conversar sobre o que realmente importa na hora de jogar?
Um visual que abraça a nostalgia
Se você olhou para ele e lembrou imediatamente do Game Boy Advance SP, não foi impressão sua. O Anbernic RG35XXSP é quase uma releitura moderna desse clássico, um cloninho, e isso é um dos seus maiores acertos.
O formato flip é muito prático para o dia a dia. Você fecha, protege a tela e ele vira um quadradinho fácil de levar para qualquer lugar. Confesso que, às vezes, eu me pegava abrindo e fechando o console só pelo prazer da sensação tátil.
Outra coisa que me agradou foi a variedade de cores. Existem versões translúcidas e sólidas, então é fácil encontrar uma que combine com o seu gosto pessoal.
Mas o que segura a experiência é a tela. Seu painel IPS de 3,5 polegadas é excelente para a categoria.
O brilho dá conta do recado mesmo em lugares mais iluminados, e as cores são bem vivas, sem parecerem artificiais. É aquela tela que deixa os jogos antigos com um aspecto renovado, muitas vezes melhor do que a gente lembrava na infância.

Desempenho e sistema do Anbernic RG35XXSP
Uma coisa que não dá para abrir mão em portáteis é a simplicidade: eu quero ligar e jogar, sem configurações infinitas. E o RG35XXSP cumpre bem esse papel.
O sistema roda em Linux e é bem ágil. Navegar pelos menus é intuitivo e os jogos abrem rápido. Além disso, colocar novos jogos no cartão é muito simples. Para quem gosta de organizar a própria biblioteca, não tem segredo.
Um detalhe legal é a integração com o RetroAchievements. Ele sincroniza bem as conquistas, o que dá um fôlego novo para terminar aqueles jogos que a gente já conhece de cor.
Porém, tive um problema logo cedo. O cartão microSD que vem com o console, lotado de jogos, começou a dar sinais de cansaço rápido: saves corrompidos, alguns travamentos, enfim, aquela dor de cabeça que ninguém quer ter.
A solução foi simples: comprei um cartão de boa qualidade e transferi tudo. Os problemas pararam na hora. Então, fica o aviso: o console é ótimo, mas o cartão que vem nele é praticamente descartável.
Bateria e as ausências que podem incomodar
Se teve algo que me deixou em dúvida em alguns momentos, foi a autonomia da bateria.
Na prática, consegui entre 4 horas de uso (com brilho alto) e cerca de 8 horas (com tudo no mínimo), o que bate com o que a Anbernic promete.
No entanto, se você gosta de jogar com a tela bem brilhante, vai sentir que a carga vai embora um pouco mais rápido do que o ideal. Não é um desastre, mas também não é o tipo de console que você passa a semana inteira longe da tomada.
Outro ponto que você precisa considerar: ele não tem botões analógicos.
Para a maioria dos jogos de Super Nintendo ou Mega Drive, por exemplo, isso não muda nada. Mas, se você pretende explorar a biblioteca do PlayStation 1 ou sistemas um pouco mais pesados, pode sentir falta da precisão dos analógicos em alguns títulos. Não impede a diversão, mas limita as opções.
O console também traz Wi-Fi para jogar online e fazer streaming, mas sendo bem sincera, eu acabei nem testando essas funções. Acredito que a maioria das pessoas que busca um aparelho assim quer mesmo é a experiência offline e nostálgica, então essas firulas acabam ficando em segundo plano.

Afinal, o Anbernic RG35XXSP vale o investimento?
Depois de um ano de uso frequente, minha conclusão é que depende muito da sua expectativa.
Se você quer um portátil bonito, prático e focado em reviver clássicos com uma tela de qualidade, ele é uma escolha excelente. É aquele tipo de console que você pega para jogar cinco minutos e, quando percebe, já se passou uma hora.
Por outro lado, ele tem suas limitações: a bateria é apenas honesta, o cartão de memória original é ruim e a falta de analógicos pode ser um ponto negativo para alguns.
No saldo geral, eu vejo como uma compra positiva. O RG35XXSP entende bem o seu propósito: ser um console retrô eficiente e simples. Ele não tenta ser um computador de mão potente, ele só quer que jogar seja divertido — e, nisso, ele acerta em cheio.
Se você está de olho em um portátil para jogar sem complicação, ele é uma aposta segura. Só lembre de já garantir um cartão SD novo junto com ele.
E você, prefere esse estilo nostálgico ou faz questão de um console portátil com mais potência e analógicos? Conta pra mim nos comentários.



