Esse é o segundo teclado que recebo em parceria com a Epomaker, e dessa vez o modelo é o Galaxy100 Lite. Depois de semanas de uso direto, dá para falar com tranquilidade se o Epomaker Galaxy100 Lite vale a pena ou não, e por quê.
A primeira impressão, ainda na caixa, já entrega bastante coisa sobre o que vem pela frente.
Primeiras impressões: peso que impõe respeito
O Galaxy100 Lite pesa 1,66kg. Pode parecer só um número, mas na prática faz diferença.
Assim que tirei da caixa, a sensação foi de estar segurando algo realmente premium. Nada de plástico oco ou estrutura que parece que vai ceder com o tempo. É um teclado que passa solidez na mão.
E essa solidez aparece na mesa: ele simplesmente não sai do lugar. Mesmo digitando rápido ou jogando, ele não sai do lugar. Nada daquele teclado escorregando e você tendo que ajeitar de novo.
Se você já usou teclados mais leves e sentiu esse tipo de instabilidade, vai entender rápido a diferença.


Construção em alumínio e o conceito gasket-mount
A carcaça é de alumínio com acabamento em powder spraying, processo que deixa a superfície mais resistente a riscos e com aquela textura levemente fosca, agradável ao toque. E eu também amei a cor, um bege bem clarinho.
Por dentro, a estrutura é gasket-mount. Isso significa que a placa não fica presa rigidamente ao case, e sim apoiada sobre camadas de amortecimento, proporcionando uma digitação mais macia, com menos vibração repassada para os dedos.
Som e sensação de digitação
Se tem um ponto que merece destaque máximo nessa review, é a experiência de digitação. Sinceramente, é satisfatório demais!
Boa parte disso vem da construção interna. O Galaxy100 Lite traz 5 camadas de tratamento acústico:
- Poron sandwich pad
- IXPE switch pad
- PET sound enhancement pad
- EMDP switch socket pad
- PET bottom pad
Cada camada cumpre uma função específica, absorvendo vibração e cortando ressonância indesejada. O resultado é um som mais cheio, sem aquele eco metálico que teclados mais baratos costumam ter.
Optei pelos switches Feker Marble White, lineares, com força de atuação em torno de 42gf e já lubrificados de fábrica. A sensação é suave do início ao fim do curso, sem travamentos ou pontos ásperos.
O som lembra bastante aquele “thocky” mais grave e encorpado, bem diferente do clique agudo e oco de teclados sem tratamento acústico adequado.
Para quem passa horas digitando, como é o meu caso no dia a dia de trabalho, esse tipo de detalhe pesa bastante na experiência geral.
Já avaliei também o TH99 Pro aqui no blog, outro Epomaker com uma excelente experiência de digitação.

Layout 1800 e knob: praticidade
O layout é 1800 (também chamado de 96%), com 100 teclas mais o knob multifuncional. Você tem numpad completo, setas dedicadas e ainda economiza espaço comparado a um teclado full size tradicional.
O knob fica posicionado de forma intuitiva e funciona para controle de volume, podendo ser configurado para outras funções via software.
É um daqueles recursos que parecem dispensáveis até você se acostumar e perceber o quanto facilita o dia a dia.
Conectividade tri-mode e bateria de 8000mAh
O Galaxy100 Lite funciona em três modos: cabo USB-C, 2.4GHz via dongle e Bluetooth 5.0, permitindo conexão com múltiplos dispositivos e troca rápida entre eles.
A taxa de polling chega a 1000Hz tanto no modo cabo quanto no 2.4GHz, com latência de poucos milissegundos. Ou seja, dá conta tranquilamente até de jogos mais exigentes em precisão.
A bateria de 8000mAh sustenta bastante tempo de uso sem fio. Não é o maior número do mercado, mas no uso real, com RGB desligado ou em intensidade baixa, dura bons dias seguidos sem precisar recarregar.


Hot swap, keycaps e personalização
O teclado é hot-swappable, compatível com switches de 3 e 5 pinos. Trocar os switches é simples e não exige solda, o que abre espaço para quem gosta de testar combinações diferentes ao longo do tempo.
As keycaps são em PBT, perfil Cherry, com acabamento dye-sub. Embora não seja meu perfil favorito e a tipografia delas também não seja excepcional, é algo fácil de resolver.
O RGB é per-key e south-facing, o que garante iluminação mais uniforme e boa compatibilidade com keycaps de diferentes alturas e formatos.
O ponto negativo: ausência de pezinhos ajustáveis
Um ponto que vale mencionar é a ausência de pezinhos para ajustar a altura do teclado.
Para quem gosta de personalizar o ângulo de digitação, ou tem alguma preferência ergonômica específica, isso pode incomodar.
No meu caso, particularmente, não senti falta. O ângulo de digitação do Galaxy100 Lite vem fixo de fábrica próximo dos 7 graus, e funcionou bem para o meu jeito de digitar.
Mesmo assim, é importante deixar claro que essa flexibilidade de ajuste não existe nesse modelo.


Epomaker Galaxy100 Lite vale a pena?
Depois de semanas testando, minha resposta é sim, o Epomaker Galaxy100 Lite vale a pena, principalmente para quem busca um teclado robusto, com boa digitação e construção que realmente parece premium.
Ele faz sentido para quem quer:
- Construção em alumínio com sensação de peso e qualidade;
- Digitação macia e som encorpado, graças ao tratamento acústico em 5 camadas;
- Layout compacto sem abrir mão do numpad;
- Conectividade versátil entre cabo, 2.4GHz e Bluetooth;
- Personalização e RGB customizável.
Se você não se importa com a ausência de pezinhos ajustáveis e busca uma experiência de digitação acima da média, o Galaxy100 Lite entrega exatamente isso.
O modelo está disponível em duas cores, Creamy White e Black, na página oficial da Epomaker no AliExpress. Você pode comprar o seu clicando aqui.




