O que é MMORTS? Caracerísticas e exemplos de games

Giovanna CoppolaPublicado em: Última atualização:
Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Quem já jogou um MMO sabe que existe muita coisa acontecendo mesmo quando o personagem está parado. Agora imagine trocar missões e evolução individual pela administração de cidades, exércitos, territórios e guerras que envolvem centenas de pessoas.

É aí que entra o MMORTS, um subgênero que mistura a estratégia em tempo real dos RTS com os mundos persistentes dos MMOs. E algumas partidas podem ficar bem mais disputadas do que parecem.

O que é um MMORTS?

MMORTS é a sigla para Massively Multiplayer Online Real Time Strategy, algo como “jogo de estratégia em tempo real multijogador massivo online”.

O gênero combina duas ideias: a estrutura de um MMO, com muitos jogadores compartilhando um mundo persistente, e os sistemas de estratégia em tempo real, nos quais decisões sobre tropas, recursos e territórios acontecem continuamente.

Em vez de controlar somente uma unidade ou comandar uma pequena equipe durante uma partida, o jogador costuma administrar uma cidade, reino ou império. É preciso coletar recursos, construir estruturas, desenvolver tecnologias, formar exércitos e disputar território.

O detalhe interessante está na persistência. O mundo continua evoluindo enquanto você está offline.

Outros jogadores podem expandir seus territórios, iniciar guerras, formar alianças e alterar o equilíbrio de poder do servidor. Por isso, um MMORTS pode parecer tranquilo durante alguns minutos e virar uma crise internacional enquanto você estava passando um café.

Como são os jogos MMORTS?

A estrutura varia bastante, porém alguns elementos aparecem com frequência. Construção e gerenciamento de cidades costumam dividir espaço com pesquisa tecnológica, produção de recursos, treinamento de tropas e disputas por território.

A interação entre jogadores também ocupa um lugar importante. Em muitos títulos, formar uma guilda ou aliança permite coordenar ataques, compartilhar recursos e participar de guerras maiores. O jogador deixa de pensar somente no próprio território e passa a considerar os movimentos de outras pessoas.

Outro aspecto comum é a economia. Recursos como madeira, comida, pedra, minério ou moedas servem para financiar construções e exércitos. Administrar tudo isso exige planejamento, principalmente porque melhorias e unidades frequentemente consomem tempo.

Anvil Empires (Imagem: Divulgação / Siege Camp)

8 jogos MMORTS que você deveria conhecer

Se a definição ainda parece abstrata, alguns exemplos ajudam bastante a entender como o gênero funciona. Separei títulos de diferentes épocas e propostas para mostrar como a fórmula pode assumir formatos bem diferentes.

  • Tribal Wars, lançado em 2003 pela InnoGames, coloca o jogador no comando de uma pequena aldeia medieval. A expansão territorial, a criação de tropas e os ataques coordenados com outras pessoas formam o centro da experiência;
  • Travian, lançado em 2004 pela Travian Games, aposta na construção e expansão de aldeias dentro de um mundo compartilhado. Diplomacia, comércio e guerras entre grupos fazem parte da disputa por território;
  • Ikariam, lançado em 2008 pela Gameforge, leva a fórmula para um cenário inspirado na Grécia Antiga. O jogador administra cidades, pesquisa tecnologias, produz recursos e participa de conflitos com outros impérios;
  • Grepolis, lançado em 2009 pela InnoGames, segue uma proposta semelhante, desta vez com cidades da Antiguidade cercadas por elementos da mitologia grega. A expansão territorial e as alianças são fundamentais para crescer no mapa;
  • Lords Mobile, lançado em 2016 pela IGG, mistura estratégia em tempo real, construção de cidades e elementos de RPG. O jogador desenvolve seu reino, recruta heróis e participa de batalhas entre guildas;
  • Rise of Kingdoms, lançado em 2018 pela Lilith Games, trabalha com civilizações, comandantes, desenvolvimento tecnológico e guerras entre alianças. O mapa compartilhado dá bastante espaço para grandes confrontos entre grupos;
  • Million Lords, lançado em 2020 pela Million Victories, apresenta um mundo procedural de conquista territorial. A proposta coloca expansão, combate, habilidades e alianças dentro de uma estrutura pensada para dispositivos móveis;
  • Anvil Empires, ainda sem lançamento até agosto de 2026, aposta em uma escala enorme, com servidores planejados para comportar até 1.000 jogadores. O projeto combina construção de impérios, gerenciamento de recursos e guerras medievais em um mundo aberto.

Se você gosta de estratégia, gerenciamento e competição com outras pessoas, talvez seja hora de jogar um desses títulos.

Só recomendo não abrir o jogo dizendo que vai jogar por dez minutinhos. A gente sabe como essa história termina.

Qual desses MMORTS despertou sua curiosidade? Conta pra mim nos comentários.


Giovanna Coppola

Aos 6 anos, eu deixava o Mega Drive ligado a noite inteira para não perder meu progresso em Sonic the Hedgehog. Nunca mais larguei o controle. Aqui escrevo sobre games, tecnologia, k-dramas, livros e cultura pop, sem deixar de lado feminismo, diversidade e representatividade. Um espaço seguro para mulheres, pessoas LGBTQIAPN+ e aliados.

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